Janaina Pereira

fevereiro 4, 2012

Diagnóstico precoce para a Esclerose Múltipla

Filed under: Saúde — janapereira @ 10:24 pm

Gadovist® 1.0 da Bayer HealthCare Pharmaceuticals possibilita ao neurorradiologista identificar placas ainda inativas de Esclerose Múltipla e metástases iniciais de câncer no cérebro.

 

Por Janaina Pereira

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória do sistema nervoso central, de natureza imunológica, que compromete especialmente a bainha de mielina (membrana que recobre o axônio – parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos para o cérebro). O diagnóstico precoce da EM é fundamental para retardar a incapacitação do paciente. Para o médico, reconhecer precocemente os sintomas dará ao seu paciente maior qualidade de vida.

Para ajudar no diagnóstico precoce da doença, a Bayer HealthCare Pharmaceuticals lançou em 2011 o  Gadovist® 1.0 (gadobutrol), usado para exames de ressonância magnética. Inédito no Brasil, o novo medicamento da Bayer promete alto desempenho para diagnóstico precoce de doenças neurológicas como a esclerose múltipla e também de metástases de tumores cerebrais.

De acordo com David Garcia, Diretor da unidade de negócios de Diagnósticos por Imagem da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, o novo medicamento possibilita ao neurorradiologista identificar placas ainda inativas de EM e metástases iniciais de câncer no cérebro. A inovação facilita o tratamento precoce e o melhor controle sobre o surgimento das sequelas da doença.

“O medicamento Gadovist® 1.0 é um meio de contraste para exames de ressonância magnética com alto desempenho para detectar lesões ainda inativas no cérebro do paciente, possibilitando um tratamento precoce e um melhor controle sobre o desenvolvimento da doença”, informa David Garcia.

Entre as principais características do Gadovist® 1.0, estão o maior realce de imagem, encurtamento do T1 (o que confere ainda mais segurança ao paciente) e necessidade de menor dose para a obtenção da imagem em alta qualidade, isso devido à sua alta concentração.

“Por todas essas principais características, ele oferece mais vantagem tanto aos pacientes quanto aos médicos”, reforça.

Evolução

Com o uso do Gadovist® 1.0, é possível detectar lesões em estágio muito inicial, o que pode ser considerado uma evolução para determinar alguns tipos de doença. No caso do diagnóstico de Esclerose Múltipla, ele permite ao médico detectar lesões ainda inativas no cérebro do paciente, o que possibilita o tratamento precoce e um melhor controle sobre o avanço da doença. Garcia explica como o medicamento funciona.

“Com uma concentração de gadolínio (Gd) duas vezes maior do que os demais produtos utilizados no mercado, ele oferece melhor contraste e informações detalhadas, resultando em uma imagem mais definida e um diagnóstico mais preciso.”

E as vantagens desta medicação são muitas, como enumera Garcia. “O contraste foi desenvolvido para facilitar o diagnóstico de doenças neurológicas precocemente e, assim, ajudar na qualidade de vida do paciente. Afinal, já é de senso comum que, quanto antes um tratamento for iniciado, melhor para o paciente. Desta forma, o medicamento por pode ser indicado a hospitais públicos e particulares, além de clínicas especializadas no modelo dos exames.”

O Gadovist® está disponível no mercado desde o primeiro semestre deste ano, e teve aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) antes mesmo de ser aprovado pela Food and Drug Administration (FDA, o órgão regulatório da área farmacêutica nos Estados Unidos) onde recebeu, por conta de suas características técnicas, a classe de baixo risco. David García conta como foi o processo de aprovação.

“O contraste chegou ao mercado brasileiro no início do ano, após ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), antes mesmo de receber aval do FDA, órgão regulador responsável nos EUA. Vale ressaltar que, o fato do Gadovist® ter sido aprovado pela Anvisa antes mesmo da aprovação nos Estados Unidos pelo FDA, atribui mais respeito à radiologia nacional, isso porque, normalmente, os EUA são uma referência para a aprovação no Brasil, mas dessa vez, o país saiu na frente.”

Garcia acrescenta que o medicamento é acessível aos hospitais e laboratórios que trabalham com o diagnóstico por imagem.

“Todos podem obter o medicamento. O que o Gadovist oferece para a melhoria dos custos dos hospitais é que você consegue fazer um diagnóstico usando um volume muito menor de contraste. Com o Gadovist você vai usar a metade ou menos da metade do que o usado com os outros contrastes, já havendo ganho para o hospital”, informa, ressaltando que os ganhos vão além.

“Em termos de diagnóstico há um ganho de tempo, porque quando se faz um falso negativo, é preciso fazer outra ressonância magnética e com o Gadovist você vai ter um diagnóstico preciso, na hora, sem a necessidade de outros diagnósticos paralelos, que aumentam o custo para o hospital. Então ganha-se em tempo, volume de contraste e evitando exames secundários, além da qualidade do atendimento e de vida para o paciente”, conclui.

Esclerose múltipla

Doença do Sistema Nervoso Central, a Esclerose Múltipla é lentamente progressiva, e se caracteriza por placas disseminadas de desmielinização (perda da substância – mielina – que envolve os nervos) no crânio e medula espinhal , dando lugar a sintomas e sinais neurológicos sumamente variados e múltiplos, às vezes com remissões, outras com exacerbações, tornando o diagnóstico, o prognóstico e a eficiência dos medicamentos discutíveis.

Os principais sintomas da Esclerose Múltipla são: neurite óptica (turvação ou escurecimento no olho afetado), incontinência urinária, desequilíbrio, dormência na língua, formigamento no braço e na face, problemas na fala, no caminhar, entre outros.

No Brasil, são registrados seis casos da doença para cada 100.000 habitantes. A doença atinge mais as mulheres (seis mulheres para cada homem) e é provocada por fatores genéticos, fatores ambientais (países mais frios têm mais incidência da doença) e fatores nutricionais. As manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade.

A evolução da Esclerose Múltipla é imprevisível e muito variada, por isso é considerada pelos médicos como uma doença silenciosa. Pode haver períodos longos de meses ou anos entre um surto ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e, eventualmente, ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados, por isso, diagnosticá-la precisamente e precocemente é fundamental.

“Para diagnosticar a doença é preciso fazer uma ressonância e pode fazer também o exame do líquor, que é o líquido espinhal”, informa o Dr. Antônio José da Rocha, médico neurorradiologista, que também é professor adjunto da Faculdade de Ciência Médica da Santa Casa de São Paulo, membro do corpo clínico do Fleury Medicina Diagnóstica e da Santa Casa de São Paulo.

O Dr. Antônio José da Rocha, que usa o Gadovist® 1.0 na Santa Casa de São Paulo desde o início do seu lançamento, acrescenta que, assim como outros medicamentos usados para contraste, o Gadovist® contém gadolínio. A substância, usada no contraste para diagnósitco de Esclerose Múltipla, pode causar reações como a alergia, mas no caso específico do Gadovist® seus efeitos no organismo são menores porque ele é usado em menor quantidade.

“Com uma quantidade menor de Gadovist® é possível um resultado melhor do que as versões anteriores de gadolínio. Com isso, a relação segurança/custo é melhor, porque se usa menos medicamento e temos um resultado melhor”, revela.

O Dr. Antônio Rocha diz que o gadolínio não pode ser usado por crianças, e tem seu uso restrito em pacientes com insuficiência renal, que possuem dificuldade de eliminar a substância. Porém, no caso do Gadovist® 1.0, o risco de toxicidade é menor porque ele é usado em pouca quantidade.

“O Gadovist® 1.0 é o gadolínio usado de forma reduzida, e pode detectar a doença com mais precisão. Ele é mais concentrado e possui menos efeito tóxico, o que faz dele um medicamento mais seguro”, finaliza.

Box 1

A Bayer no mercado brasileiro

A Bayer HealthCare Pharmaceuticals, reúne 38 mil funcionários, em mais de 150 países e está entre as 10 maiores corporações de especialidades farmacêuticas do mundo com faturamento anual superior a €10 bilhões. A Bayer HealthCare Pharmaceuticals é formada pela união mundial da Bayer e da Schering AG, oficializada em 2006. A unidade brasileira é a sua maior subsidiária na América Latina. A atuação no Brasil contempla diferentes áreas de negócio: Saúde Feminina, Medicina Especializada, Medicina Geral e Diagnósticos por Imagem.

A ampliação do portfólio da área de Diagnósticos por Imagem faz parte da estratégia de negócios da Bayer HealthCare Pharmaceuticals no Brasil. “O país é foco de grande atenção e expectativas da Bayer e o compromisso da empresa é trazer o que há de mais inovador na área de contrastes. Uma prova desse esforço são os lançamentos da empresa desde o ano passado e seu plano de lançamentos para os próximos cinco anos”, afirma David Garcia.

 

*Publicado na edição de janeiro da revista GTH

 

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