Janaina Pereira

julho 4, 2015

Paz Vega, a andaluza voadora

Depois de viver Maria Callas em ‘Grace: a Princesa de Mônaco’, a atriz espanhola participa do brasileiro ‘Não Pare na Pista’, a aguardada cinebiografia de Paulo Coelho

por Janaina Pereira

Atriz espanhola Paz Vega (Foto: getty images)

Ela tem 38 anos, rosto de porcelana, muita elegância e está sempre na lista das mais belas e sexies do mundo. A atriz espanhola Paz Vega saiu de Sevilha, sua cidade natal, para brilhar nos cinemas mundo afora. Em seu currículo, filmes dirigidos por cineastas de diversas nacionalidades, como o conterrâneo Pedro Almodóvar (com quem trabalhou em Fale com Ela e Os Amantes Passageiros) e o americano Frank Miller (The Spirit).

Em sua passagem pela 67ª edição do Festival de Cannes, Paz atraiu mais uma vez os holofotes. Depois de 14 anos participando do Festival, ela veio pela primeira vez apresentar um filme – Grace: a Princesa de Mônaco, de Olivier Dahan (Piaf), estrelado por Nicole Kidman. No longa, interpreta ninguém menos que a cantora Maria Callas, considerada a maior personalidade da ópera no século 20.

A beleza de Paz Vega é tão evidente quanto sua simpatia. No salão do Carlton Hotel de Cannes, ela dá entrevistas esbanjando bom humor, mas deixa transparecer também uma certa timidez. Nesta conversa exclusiva com a GQ, Paz fala das semelhanças entre sua personalidade e a de Maria Callas, e ainda conta um pouco sobre sua participação no filme brasileiro Não Pare na Pista, de Daniel Augusto, a cinebiografia do escritor Paulo Coelho que estreia em 14 de agosto.
Quando você decidiu que seria atriz?
Desde pequena eu me sentia atraída pelos filmes. Quando tinha 16 anos fui ver uma peça de teatro e fiquei completamente fascinada. Foi ali que falei para mim mesma ‘quero fazer teatro, quero ser atriz’. Ninguém na minha família é do meio, só minha irmã é cantora e dança flamenco, além de ser atriz. No começo minha família achou um pouco diferente, mas entenderam e me apoiaram. Agora são orgulhosos de mim. Espero (risos).
Em uma entrevista você comentou que os filmes são como filhos, não dá para escolher um. É difícil dizer qual seu filme ou personagem preferido?
Sim, é isso mesmo, não tenho um filme preferido, pequeno ou grande, em inglês ou em espanhol, são todos importantes para mim. São todos parte de mim, e muito especiais.
Você filma em vários lugares do mundo. O processo de filmagem muda de um país para outro?
Não tem nada de diferente em filmar em vários lugares. O que muda são os idiomas e as cidades, mas o processo de filmagem é exatamente igual. Quando o diretor começa a rodar o filme, tudo que acontece depois é da mesma forma.
Como foi interpretar Maria Callas em Grace: A Princesa de Mônaco?
Foi um filme especial porque a personagem é especial. Foi uma participação pequena, em termos de tempo, mas importante para o filme e para mim. Considero uma honra poder me aproximar, de alguma maneira, dessa mulher. É um privilégio interpretar alguém realmente tão especial.
Você é uma das mulheres mais bonitas do mundo, e Maria Callas também era uma mulher muito bonita. Além da beleza, que outras características vocês teriam em comum?
Ela era um ícone, uma mulher especial. De alguma maneira acho que a personalidade forte dela lembra um pouco o que sou. E ela era muito exigente, e eu também sou assim. Ela amava a música e eu amo interpretar. Realmente me encanta interpretar histórias que não são minhas. Essa paixão pelo que se faz, ela tinha e eu também tenho.
Como foi fazer o filme brasileiro Não Pare na Pista, do Daniel Augusto?
Quando eu vi o roteiro eu sabia que queria fazer. Paulo Coelho é um guia espiritual para muitas pessoas, e acho que todo mundo quando assistir ao filme vão descobrir quem é, de verdade, o Paulo Coelho. Ele já assistiu ao filme e gostou, e estou com muita expectativa para a estreia!

Qual é sua personagem?
Faço a Luiza, uma mulher que representa todas as mulheres que passaram pela vida do Paulo Coelho, todos os seus amores antes dele conhecer a Cristina, sua esposa.

E você espera fazer mais filmes no Brasil? Tem algum diretor brasileiro com quem você gostaria de trabalhar?
Claro! O Brasil está atravessando um momento muito bom no cinema, enfervescente. Mas eu tenho que praticar mais meu português (risos). E eu adoraria trabalhar com o Fernando Meirelles. Isso me deixaria muito feliz.

Podemos esperá-la para o lançamento do filme no Brasil?
Quem sabe? Se me convidarem eu vou sim! (risos)

Publicado na GQ Online em maio de 2015. Confira aqui.

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